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O perigo de virar refém do relógio inteligente durante o treino

Marcio Atalla alerta em vídeo para os riscos de deixar dados de dispositivos vestíveis ditarem completamente a relação com o exercício físico

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

13 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Miniatura do vídeo sobre o risco de virar refém do relógio inteligente

Relógios inteligentes se tornaram companheiros constantes de quem treina, monitorando desde frequência cardíaca até calorias gastas em tempo real. Em vídeo, Marcio Atalla discute um efeito colateral desse hábito: a dependência excessiva dos números exibidos na tela, que pode acabar substituindo a própria percepção do corpo sobre o esforço realizado durante o exercício.

Quando o dado vira mais importante que a sensação

Um dos pontos centrais do vídeo é a observação de que muitas pessoas passaram a confiar mais no que o relógio informa do que na própria sensação de esforço durante o treino. Isso significa, por exemplo, interromper um exercício porque o dispositivo indicou uma frequência cardíaca considerada “alta”, mesmo que o corpo ainda tenha condições de continuar, ou seguir treinando além do razoável só porque o aparelho não sinalizou nenhum alerta.

A diferença entre monitorar e obedecer cegamente

Atalla faz uma distinção importante entre usar a tecnologia como ferramenta de apoio e depender dela para tomar decisões que deveriam envolver também a escuta do próprio corpo. Dispositivos vestíveis, por mais precisos que tenham se tornado, ainda apresentam margens de erro e não substituem a percepção subjetiva de esforço, um conceito amplamente estudado na fisiologia do exercício e que continua sendo uma ferramenta valiosa para ajustar a intensidade do treino.

O impacto na motivação e na relação com o exercício

Outro ponto levantado é o efeito psicológico de treinar constantemente de olho em metas numéricas, como quantidade de passos, calorias ou minutos em determinada zona de frequência cardíaca. Quando esses números não são atingidos, é comum surgir uma sensação de frustração ou fracasso, mesmo que o treino realizado tenha sido, na prática, benéfico para a saúde. Essa relação baseada exclusivamente em metas quantitativas pode, com o tempo, tirar o prazer da atividade física e transformar o exercício em mais uma fonte de cobrança na rotina.

Como equilibrar tecnologia e autopercepção

A recomendação apresentada no vídeo não é abandonar o uso de relógios e aplicativos, mas sim resgatar a importância de prestar atenção aos próprios sinais do corpo durante o treino, como respiração, sensação de fadiga muscular e disposição geral. Usar o dispositivo como um complemento de informação, e não como juiz final da qualidade da sessão de treino, tende a gerar uma relação mais saudável e sustentável com o exercício físico ao longo do tempo.

Tecnologia a serviço da saúde, não o contrário

O recado final do vídeo é que a tecnologia deve estar a serviço do bem-estar da pessoa, e não o contrário. Quando o monitoramento constante começa a gerar mais ansiedade do que informação útil, pode ser um sinal de que vale a pena repensar a forma como esses dispositivos estão sendo usados no dia a dia. Buscar orientação de um profissional de educação física pode ajudar a interpretar melhor os dados coletados e a construir uma relação mais equilibrada entre tecnologia, treino e percepção corporal.

Vídeo original de Marcio Atalla. Assista na íntegra no canal original.

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