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Como ter hábitos saudáveis sem virar refém deles, segundo Marcio Atalla

No podcast JOW Cast, Marcio Atalla discute como manter consistência na saúde sem cair em rigidez excessiva que compromete a qualidade de vida

Redação CityTudoRedação CityTudodo CityTudo

11 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Miniatura do vídeo sobre como ter hábitos saudáveis sem virar refém deles

No episódio do podcast JOW Cast, Marcio Atalla discute uma pergunta que aparece com frequência entre quem busca melhorar a rotina: é possível manter hábitos saudáveis sem que eles se tornem uma prisão? A conversa explora como encontrar esse equilíbrio entre disciplina e flexibilidade, um dos maiores desafios de quem quer sustentar mudanças de estilo de vida no longo prazo.

O primeiro passo é entender o “porquê”

Segundo a discussão apresentada no vídeo, hábitos que se sustentam ao longo do tempo costumam ter uma motivação clara por trás, ligada a valores pessoais, e não apenas a regras externas seguidas por obrigação. Quando a pessoa entende por que determinado hábito é importante para sua própria qualidade de vida, fica mais fácil manter a prática mesmo diante de imprevistos, sem que ela dependa unicamente de força de vontade ou de rigidez extrema.

Consistência é diferente de perfeição

Um dos pontos mais reforçados na conversa é a diferença entre ser consistente e ser perfeito. Buscar acertar todos os dias, sem exceções, tende a ser uma meta pouco realista e que gera frustração na primeira falha. Já a consistência, entendida como manter o hábito na maior parte do tempo e retomar rapidamente após um deslize, costuma ser um caminho muito mais sustentável para quem quer resultados duradouros na saúde, seja na alimentação, seja na atividade física.

O papel da flexibilidade nos hábitos saudáveis

Atalla defende que hábitos rígidos demais tendem a quebrar diante da vida real, cheia de imprevistos, viagens, compromissos sociais e fases mais estressantes. Construir hábitos com margem de flexibilidade, que se adaptam ao contexto sem serem completamente abandonados, é apontado como uma estratégia mais eficaz do que seguir regras inflexíveis que não sobrevivem ao primeiro obstáculo do dia a dia.

Evitando o ciclo de tudo ou nada

A conversa também aborda o chamado pensamento de “tudo ou nada”, comum em quem tenta adotar hábitos saudáveis: a ideia de que, ao falhar em um dia, a semana ou mesmo o mês inteiro já estão comprometidos. Esse padrão de pensamento costuma levar ao abandono completo do hábito após pequenos deslizes, quando na verdade um único dia fora do planejado tem impacto mínimo se a rotina geral se mantém equilibrada ao longo do tempo.

Pequenos ajustes, resultados sustentáveis

Por fim, o vídeo reforça que hábitos saudáveis duradouros costumam nascer de mudanças pequenas e graduais, e não de reformulações radicais da rotina de uma vez só. Construir aos poucos, ajustando conforme a resposta do próprio corpo e da própria rotina, tende a gerar resultados mais consistentes do que tentativas extremas que raramente se sustentam além de algumas semanas. O recado final é que cuidar da saúde deve somar qualidade de vida, não se tornar mais uma fonte de pressão e cobrança constante.

Revisando hábitos periodicamente

Outro ponto útil discutido na conversa é a ideia de revisar periodicamente os próprios hábitos, já que rotinas que funcionavam bem em determinada fase da vida podem deixar de fazer sentido conforme mudam as circunstâncias, como uma nova rotina de trabalho ou a chegada de responsabilidades familiares. Encarar os hábitos saudáveis como algo que pode e deve ser ajustado ao longo do tempo, em vez de regras fixas e imutáveis, ajuda a manter a relação com a própria saúde mais leve e sustentável em qualquer fase da vida.

Vídeo original de Marcio Atalla. Assista na íntegra no canal original.

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