Anvisa proíbe canetas emagrecedoras do Paraguai, e fabricante do Gluconex prepara pedido de registro
Agência baniu Gluconex e Tirzedral por venda sem registro sanitário; laboratório paraguaio avalia entrar formalmente no mercado brasileiro
Duda Nogueirado CityTudo18 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

A Anvisa proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso no Brasil das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral, vendidas como versões de tirzepatida trazidas do Paraguai. Segundo a agência, os produtos não têm registro, notificação ou cadastro que autorize a venda no país.
O que é o Gluconex
O Gluconex é fabricado pela farmacêutica paraguaia Lasca e vendido como alternativa à tirzepatida, o princípio ativo por trás de medicamentos como Mounjaro e Zepbound. No Brasil, a Eli Lilly detém a patente da molécula até janeiro de 2036 e é a única empresa autorizada a comercializar o medicamento no país. Isso torna qualquer versão concorrente, como o Gluconex, irregular enquanto essa patente estiver em vigor.
O que muda agora
Segundo Luis Avila, diretor de relações institucionais da Lasca, a farmacêutica avalia entrar formalmente no mercado brasileiro e se prepara para pedir registro sanitário do produto à Anvisa. A empresa estuda dois caminhos possíveis: uma eventual licença compulsória (mecanismo que permite a fabricação de uma versão genérica antes do fim da patente, em situações específicas previstas em lei) ou aguardar o fim da proteção patentária da tirzepatida no Brasil, em 2036.
Até que um desses caminhos se concretize, a orientação da Anvisa é clara: produtos como Gluconex e Tirzedral continuam proibidos no país, e a compra por canais informais, incluindo trazidos do Paraguai, expõe o consumidor a um medicamento sem qualquer fiscalização sanitária brasileira.


