Livro reúne guia de A a Z sobre sexualidade depois dos 60 anos
"Sexo 60+" aborda desde brinquedos eróticos até disfunções sexuais, buscando quebrar o tabu sobre intimidade física na terceira idade
Duda Nogueirado CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

A discussão sobre sexualidade após os 60 anos ainda é cercada de tabu, mesmo com a intimidade física sendo, segundo especialistas, um componente fundamental da experiência humana e não um privilégio exclusivo da juventude. É esse o ponto de partida do livro “Sexo 60+ - prazer sem data de validade”, lançado pela Editora Contexto.
Um guia organizado em 60 verbetes
A autora optou por um formato acessível: são 60 verbetes, de A a Z, que não precisam ser lidos de forma linear, cobrindo temas como brinquedos eróticos, desejo, disfunção erétil, fantasias, intimidade, libido, posições e zonas erógenas. A proposta é que o leitor escolha o assunto que mais lhe interessa, sem precisar seguir uma ordem específica.
Sem esconder as dificuldades da idade
O livro não tem, segundo a própria autora, pretensão de abranger todo o universo da sexualidade, mas busca abordar o prazer depois dos 60 anos sem minimizar ou esconder as dificuldades, tentando enriquecer essa fase da vida em vez de romantizá-la.
Mais de 34 milhões de brasileiros nessa faixa etária
O tema afeta uma parcela relevante da população. Segundo a autora, o Brasil tem mais de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 16,6% da população do país, a maioria já com décadas de experiência de vida sexual construída ao longo dos anos.
Experiência acumulada esbarra em mudanças do corpo
Apesar do repertório adquirido com o tempo, a experiência acumulada às vezes esbarra no declínio físico, que se apresenta de diferentes formas ao longo da vida, o que reforça, segundo a autora, a importância de tratar o assunto com informação clara em vez de deixá-lo apenas no campo do silêncio ou da piada.
Parte de uma discussão maior sobre etarismo
O livro se soma a um movimento mais amplo de combate ao preconceito contra pessoas idosas, que ganhou força nos últimos anos à medida que mais pessoas se dispuseram a denunciar abusos e estereótipos relacionados à idade. Tratar a sexualidade na terceira idade como parte normal da vida, e não como tabu, é uma das frentes desse debate que, segundo a autora, ainda tem muito espaço para avançar no Brasil.


