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Tinder segue líder entre apps de namoro no Brasil, aponta pesquisa

Bumble aparece como opção para quem busca mais controle na primeira mensagem; especialistas recomendam escolher o app pelo objetivo

Duda NogueiraDuda Nogueirado CityTudo

17 de agosto de 2026 · 3 min de leitura

Celular com aplicativo de mensagens aberto

O Tinder segue como o aplicativo de namoro mais citado pelos brasileiros. Segundo pesquisa da Mobile Time em parceria com a Opinion Box, realizada com 2.019 usuários de internet com smartphone entre 12 e 27 de março de 2025, 43% dos entrevistados que já tiveram um encontro marcado por aplicativo apontam o Tinder como o mais usado no dia a dia, resultado que consolida a liderança que o aplicativo mantém desde que o formato de encontros por swipe se popularizou no país. O mesmo levantamento mostra o Badoo em segundo lugar, citado por 5% dos entrevistados, seguido por Bumble e Grindr, empatados com 3% cada.

Cada app tem um objetivo diferente

Badoo, Happn, Bumble e Inner Circle completam a lista dos aplicativos mais usados no país, cada um com uma proposta distinta de funcionamento. O Bumble se destaca por deixar a primeira mensagem sempre a cargo das mulheres, pensado para criar um ambiente considerado mais confortável. O Happn aposta na proximidade geográfica, sugerindo conexões com pessoas que já cruzaram o caminho do usuário fisicamente, enquanto o Inner Circle se posiciona como um clube mais fechado, com processo de aprovação de perfil. Diante dessa diversidade, especialistas do setor recomendam escolher o aplicativo pelo objetivo da busca: volume de conexões, ambiente mais seguro ou perfil de relacionamento mais sério.

Casal conversando Escolha do aplicativo varia conforme o objetivo do usuário

Quem usa apps de namoro no Brasil

A mesma pesquisa da Mobile Time e Opinion Box mostra que 29% dos brasileiros entre 16 e 29 anos com smartphone já saíram com alguém conhecido por meio de aplicativos de namoro, uma fatia relevante, mas longe de ser unânime entre o público jovem. Levantamentos do setor também apontam que o uso desses aplicativos no Brasil já não se concentra apenas no público mais jovem: a faixa etária de usuários vem se ampliando nos últimos anos, incluindo cada vez mais pessoas acima dos 40 anos em busca tanto de relacionamentos sérios quanto de conexões mais casuais, o que tem levado plataformas a ajustar algoritmos e funcionalidades para atender públicos com expectativas bem diferentes dentro do mesmo aplicativo.

Segurança segue como preocupação

Apesar da popularidade, apps de namoro também concentram queixas relacionadas a perfis falsos e golpes financeiros, o que levou boa parte das plataformas a investir em verificação de identidade e recursos de denúncia mais visíveis nos últimos anos. Especialistas em segurança digital recomendam cautela redobrada antes de compartilhar dados pessoais ou financeiros com conexões feitas recentemente, independentemente do aplicativo usado, e reforçam que pedidos de dinheiro ou de dados bancários por parte de alguém conhecido recentemente online são um dos sinais mais claros de golpe em andamento.

Cansaço com o formato também é assunto

Ao mesmo tempo em que crescem em número de usuários, os aplicativos de namoro também enfrentam um desgaste de imagem entre parte do público, fenômeno que passou a ser chamado de fadiga dos apps de relacionamento. A repetição de conversas que não evoluem, a sensação de estar sempre avaliando perfis e a comparação constante entre opções levam parte dos usuários a fazer pausas no uso ou a alternar entre diferentes plataformas em busca de uma experiência menos desgastante. Esse comportamento tem levado empresas do setor a testar formatos alternativos, como encontros em grupo, eventos presenciais organizados pelos próprios aplicativos e funções que limitam o número de perfis exibidos por dia, numa tentativa de tornar a experiência menos parecida com um catálogo infinito de opções e mais próxima de uma conexão real entre pessoas.

Fontes

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