Plataformas digitais entregam ao TSE planos de conformidade para as eleições
Big techs com mais de 5 milhões de usuários mensais no Brasil cumpriram prazo do TSE e vão integrar "sala de situação" para monitorar o 1º e o 2º turno
Marina Kesslerdo CityTudo18 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou nesta segunda-feira (17) que todas as plataformas digitais apresentaram planos de conformidade para as eleições, com detalhes sobre medidas adotadas para prevenir riscos à integridade do processo eleitoral, segundo reportagem do g1.
Uma regra para quem tem mais de 5 milhões de usuários
Uma portaria do TSE determinava o prazo máximo de 16 de agosto para a apresentação do documento, obrigatório para provedores com mais de 5 milhões de usuários mensais no país. O ministro fez o comunicado durante reunião com embaixadores para discutir a segurança das urnas eletrônicas.
O que consta nos planos
Uma “sala de situação” para os dois turnos
Além da entrega dos planos, todas as big techs se comprometeram a participar de uma “sala de situação” que será montada pelo TSE no primeiro e no segundo turno das eleições. O objetivo da estrutura é impedir a disseminação de publicações que visem interferir na vontade do eleitor no momento mais crítico da eleição, quando a velocidade de resposta a conteúdos problemáticos importa mais.
Parte de uma estratégia mais ampla
O anúncio foi feito durante um encontro em que Nunes Marques também tratou da segurança das urnas eletrônicas com representantes diplomáticos, reforçando o esforço do tribunal em mostrar transparência sobre o processo eleitoral tanto para o público interno quanto para observadores internacionais.
A exigência de planos de conformidade de plataformas digitais é uma resposta direta à preocupação, recorrente em eleições recentes no Brasil e no mundo, com desinformação, discurso de ódio e manipulação de conteúdo em redes sociais durante períodos eleitorais.
O que vem a seguir
Com os planos entregues e o compromisso das plataformas formalizado, o TSE deve agora acompanhar a execução prática dessas medidas ao longo da campanha, especialmente nos períodos de maior intensidade de disputa, quando o volume de conteúdo compartilhado nas redes tende a crescer significativamente.


