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Casas Bahia pede recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões

Conselho de administração aprovou o pedido, protocolado em São Paulo, com a promessa de manter as operações em todos os canais durante o processo

Marina KesslerMarina Kesslerdo CityTudo

17 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

Loja da Casas Bahia com banner promocional. Foto: Vitorperrut555/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

O Grupo Casas Bahia informou que seu conselho de administração aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com várias subsidiárias. O pedido foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e teve aprovação do acionista controlador, marcando um dos capítulos mais delicados da história recente de uma das maiores redes varejistas do país.

Por que a empresa pediu recuperação

A companhia atribui o pedido à deterioração das suas condições econômico-financeiras, num cenário de juros altos, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. O prejuízo acumulado já passa de R$ 10,1 bilhões, número que reflete anos de dificuldades operacionais somadas ao ambiente macroeconômico desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro.

Fachada de prédio institucional Pedido foi protocolado no Judiciário de São Paulo

O que a recuperação judicial significa na prática

A recuperação judicial é um instrumento legal que permite à empresa reestruturar dívidas sob supervisão da Justiça, sem interromper as operações, diferente de um processo de falência. Durante o período de recuperação, a companhia negocia com credores um plano de pagamento que costuma incluir prazos alongados, descontos sobre o valor original das dívidas ou conversão de parte do passivo em participação societária.

O que muda para o consumidor

O Grupo Casas Bahia afirma que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo de recuperação judicial. Além da controladora, o pedido também inclui subsidiárias como Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia e a Indústria de Móveis Bartira. Para o consumidor, a expectativa da empresa é que compras, trocas e garantias de produtos continuem funcionando normalmente ao longo de todo o processo judicial.

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