Onde comer em Belo Horizonte: comida mineira e botecos do Mercado Central à Savassi, com endereços e preços
Fígado com jiló no Mercado Central, o bar campeão do Comida di Buteco 2026, petisco em marmita de alumínio no Centro e a linguiça de família do Xapuri, em oito endereços confirmados
19 de agosto de 2026 · Atualizado em · 8 min de leitura

O fígado com jiló é o prato que mais sai no balcão do Bar da Lora, no Mercado Central. “Esse é o prato campeão, o que mais vende aqui”, contou a dona ao 360 Meridianos. É um bom ponto de partida para quem quer saber onde comer em Belo Horizonte sem cair no roteiro genérico: a cidade se come em balcão, de pé, com cerveja gelada e tira-gosto de chapa.
Este guia junta oito casas de comida mineira e boteco, todas com confirmação de 2025 ou 2026 em reportagem ou guia publicado. Elas estão espalhadas por cinco regiões: os dois mercados do Centro, o hipercentro da Praça Raul Soares, a Savassi, a região Oeste, o Belvedere e a Pampulha. Endereços, pratos e preços vêm das fontes citadas em cada trecho.
Consulta rápida
| Casa | Bairro | Endereço | Para pedir | Preço |
|---|---|---|---|---|
| Bar da Lora | Centro (Mercado Central) | Av. Augusto de Lima, 744 | Fígado com jiló | Não divulgado |
| Casa Cheia | Centro (Mercado Central) | Av. Augusto de Lima, 744 | Tropeiro e Mineirinho Valente | Não divulgado |
| Cozinha Tupis | Centro (Mercado Novo) | Av. Olegário Maciel, 742, loja 2161 | Xodó, bolinho de milho verde | Cerca de US$ 25 por pessoa, segundo o guia Discovery |
| Pirex | Centro | Galeria São Vicente, Praça Raul Soares | Bolovo e torresmo de barriga | R$ 40 a R$ 80 por pessoa |
| Mascate | Savassi | Savassi, número no perfil oficial | Pastel de carne com jiló | R$ 40 a R$ 90 por pessoa |
| Us Motoca | Camargos | Rua Zircônio, 531 | Risoto Mineiro | Não divulgado |
| Alter | Belvedere | Av. José Maria Alkimim, 86 | Fígado acebolado com jiló | R$ 48,90 o prato |
| Xapuri | Trevo (Pampulha) | Rua Mandacaru, 260 | Linguiça aberta caseira | Não divulgado |
Mercado Central: o balcão que define a cidade
O Mercado Central fica na Avenida Augusto de Lima, 744, no Centro, e abre todos os dias, das 8h às 18h, segundo o Estado de Minas, em reportagem de agosto de 2025. O letreiro da fachada diz “desde 1929”, e lá dentro se misturam banca de queijo, loja de cachaça, venda de biscoito e, no meio dos corredores, os bares de chapa.
Bar da Lora
O Bar da Lora é o endereço do fígado com jiló, o petisco mais associado ao mercado. O Estado de Minas descreve a casa como a que “conquista os clientes com o famoso fígado com jiló e o ambiente descontraído”. O 360 Meridianos registra que quase todos os bares do Mercado Central servem o prato, mas a Lora é a referência. O bar também apareceu no ranking 100 Melhores Bares do Brasil da EXAME Casual em 2023, na 60ª posição, conforme o Diário do Comércio. Nos fins de semana o movimento aperta, e chegar antes do almoço ajuda a conseguir lugar no balcão.
Casa Cheia
Para uma refeição de prato, e não de petisco, o nome é o Casa Cheia, dentro do mesmo mercado. O Estado de Minas aponta o restaurante como “um dos mais recomendados” de cozinha mineira no Mercado Central e cita dois pratos: o Tropeiro e o Mineirinho Valente. É a escolha de quem chega com fome de almoço e quer provar a comida mineira de panela antes de voltar para os corredores atrás de queijo e doce.
Mercado Novo: Cozinha Tupis
A poucas quadras dali, o Mercado Novo ocupa a Avenida Olegário Maciel, 742, e funciona de segunda a sábado, das 7h à meia-noite, e no domingo das 7h às 18h, segundo o Estado de Minas. O prédio dos anos 1960 passou por revitalização a partir de 2018 e virou ponto de bar e restaurante.
A Cozinha Tupis, na loja 2161, foi uma das casas que puxaram essa virada. O guia Discovery, da organização do The World’s 50 Best Restaurants, descreve o restaurante como aberto em parceria com a Cervejaria Viela e comandado pelo chef Henrique Gilberto. O cardápio muda todo dia, conforme o que o mercado oferece. Costuma ter ensopados de cozimento lento e cortes de miúdos pouco usados, como orelha e pé de porco. O prato fixo para pedir com cerveja é o Xodó, bolinho de milho verde com molho béarnaise temperado com sálvia, queijo e furikake.
O mesmo guia estima a conta em cerca de US$ 25 por pessoa e informa almoço e jantar de terça a sábado, com domingo só no almoço. Os pedidos são chamados por megafone, e as mesas são poucas.
Centro: Pirex, na Praça Raul Soares
O Pirex fica no alto da Galeria São Vicente, com vista para a Praça Raul Soares, no hipercentro. Abriu em setembro de 2022 e trabalha com o que se chama em Minas de cozinha de estufa: petisco quente e frio servido em marmita de alumínio, segundo a Itatiaia. Em 2023, o bar ficou em 10º lugar no ranking 100 Melhores Bares do Brasil da EXAME Casual.
O guia de bares de Belo Horizonte do Travel, publicado em setembro de 2026, lista entre os petiscos o bolovo, o torresmo de barriga, a língua na cerveja preta e a empada de costela, com cerveja de garrafa, cachaça e batida para acompanhar. A conta média vai de R$ 40 a R$ 80 por pessoa, segundo o mesmo guia.
Savassi: Mascate
A Savassi concentra bar de coquetel e restaurante de conta mais alta, mas tem uma parada de petisco mineiro com preço de boteco. O Mascate, bar da marca Xeque Mate, reabriu a unidade da Savassi em maio de 2026, depois de seis meses de obra, segundo o Hoje em Dia. A casa, aberta em 2021 só para bebida e sem mesa, ganhou cardápio de cozinha.
Os preços publicados na reabertura: pastel de carne com jiló a R$ 28 a porção com seis, espetinho de frango a R$ 19 e os Bolinhos da Cida a R$ 30 com seis unidades, em sabores como feijoada e banana-da-terra com carne-seca. A Xeque Mate, bebida que virou símbolo do carnaval de BH, sai a R$ 16 a lata. O Travel calcula de R$ 40 a R$ 90 por pessoa e recomenda ir de quinta a sábado e ficar na área externa. As reportagens não trazem o número na rua; confira no perfil oficial do bar antes de ir.
Região Oeste: Us Motoca, campeão do Comida di Buteco 2026
O Comida di Buteco é o concurso que mais mexe com os botecos da cidade. Em 2026, a etapa local teve 127 bares, e o vencedor foi o Us Motoca, com o petisco Risoto Mineiro, segundo o Hoje em Dia. O prato é um risoto de canjica servido com crispy de alho-poró e chips de jiló. Foi o segundo título do bar, que já tinha vencido em 2023.
O Us Motoca fica na Rua Zircônio, 531, no bairro Camargos, e abre de terça a sábado, das 18h à meia-noite, conforme o cadastro no Telelistas. Começou como ponto de motociclistas e virou bar temático, com ambiente rústico e trilha de rock.
No mesmo pódio de 2026 ficaram o Dona Ju Gastro Bar, com o Coisa de Vó, e o Andrade’s Beer, com a Ossadinha Atolada, de pescoço de boi com mandioca e agrião.
Belvedere: Alter, o boteco do dono do Xapuri
No Belvedere, o Alter é o boteco aberto por Flávio Trombino, o chef do Xapuri, em reportagem da CNN Brasil de junho de 2026. O endereço é a Avenida José Maria Alkimim, 86.
O cardápio é de boteco mineiro com preço de bairro nobre. O fígado acebolado com jiló sai a R$ 48,90, o bolinho de mandioca com queijo a R$ 38,90 e as caldeiradas de moela e de língua a R$ 52,90. Há ainda chouriço por R$ 38,90 e linguiça por R$ 55,90. A dose de cachaça vai de R$ 18 a R$ 39, e o rabo de galo custa R$ 34,90. O bar abre de segunda a quinta, das 17h às 23h30; na sexta, a partir das 16h; e no sábado, a partir das 14h. Não abre no domingo.
Pampulha: Xapuri
Para fechar com almoço de fazenda, o Xapuri está na Rua Mandacaru, 260, no bairro Trevo, perto da Lagoa da Pampulha. A casa abriu em 1987 com Nelsa Trombino e hoje é comandada pelo filho, Flávio. O destaque, segundo o próprio chef em reportagem da Itatiaia de março de 2025, é a linguiça aberta caseira, receita de família. O cardápio tem petiscos, pratos individuais e para dividir, drinques e café da tarde.
O Xapuri funciona de terça a sábado, das 11h às 22h, e no domingo das 11h às 17h, ainda segundo a Itatiaia. Dá para emendar com a visita à Igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, na orla da lagoa.
Como montar o roteiro
Quem tem um dia só pode começar pelo Mercado Central de manhã, almoçar no Casa Cheia ou na chapa do Bar da Lora e atravessar até o Mercado Novo no fim da tarde, quando os bares enchem. À noite, o Pirex fica perto, e a Savassi está a uma corrida curta. Com mais tempo, o domingo é da Pampulha e do Xapuri, e a noite de sexta ou sábado vale para o Us Motoca ou o Alter.
Os dois mercados ficam no Centro. O Mercado Central fecha às 18h todos os dias, então o fígado com jiló é programa de dia.
Ligue antes de sair. Horário de bar e restaurante muda sem aviso, cardápio de boteco troca com a estação e os preços citados são os das reportagens na data de publicação. O perfil oficial de cada casa no Instagram costuma ter a informação mais recente.


