CityTudo

Publicidade

Onde comer em Belo Horizonte: comida mineira e botecos do Mercado Central à Savassi, com endereços e preços

Fígado com jiló no Mercado Central, o bar campeão do Comida di Buteco 2026, petisco em marmita de alumínio no Centro e a linguiça de família do Xapuri, em oito endereços confirmados

Redação Gastronomiaassinatura da editoria

19 de agosto de 2026 · Atualizado em · 8 min de leitura

Fachada do Mercado Central de Belo Horizonte, na Avenida Augusto de Lima, com o letreiro "desde 1929" (Foto: Paulo SP/Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

O fígado com jiló é o prato que mais sai no balcão do Bar da Lora, no Mercado Central. “Esse é o prato campeão, o que mais vende aqui”, contou a dona ao 360 Meridianos. É um bom ponto de partida para quem quer saber onde comer em Belo Horizonte sem cair no roteiro genérico: a cidade se come em balcão, de pé, com cerveja gelada e tira-gosto de chapa.

Este guia junta oito casas de comida mineira e boteco, todas com confirmação de 2025 ou 2026 em reportagem ou guia publicado. Elas estão espalhadas por cinco regiões: os dois mercados do Centro, o hipercentro da Praça Raul Soares, a Savassi, a região Oeste, o Belvedere e a Pampulha. Endereços, pratos e preços vêm das fontes citadas em cada trecho.

Consulta rápida

Casa Bairro Endereço Para pedir Preço
Bar da Lora Centro (Mercado Central) Av. Augusto de Lima, 744 Fígado com jiló Não divulgado
Casa Cheia Centro (Mercado Central) Av. Augusto de Lima, 744 Tropeiro e Mineirinho Valente Não divulgado
Cozinha Tupis Centro (Mercado Novo) Av. Olegário Maciel, 742, loja 2161 Xodó, bolinho de milho verde Cerca de US$ 25 por pessoa, segundo o guia Discovery
Pirex Centro Galeria São Vicente, Praça Raul Soares Bolovo e torresmo de barriga R$ 40 a R$ 80 por pessoa
Mascate Savassi Savassi, número no perfil oficial Pastel de carne com jiló R$ 40 a R$ 90 por pessoa
Us Motoca Camargos Rua Zircônio, 531 Risoto Mineiro Não divulgado
Alter Belvedere Av. José Maria Alkimim, 86 Fígado acebolado com jiló R$ 48,90 o prato
Xapuri Trevo (Pampulha) Rua Mandacaru, 260 Linguiça aberta caseira Não divulgado

Mercado Central: o balcão que define a cidade

O Mercado Central fica na Avenida Augusto de Lima, 744, no Centro, e abre todos os dias, das 8h às 18h, segundo o Estado de Minas, em reportagem de agosto de 2025. O letreiro da fachada diz “desde 1929”, e lá dentro se misturam banca de queijo, loja de cachaça, venda de biscoito e, no meio dos corredores, os bares de chapa.

Bar da Lora

O Bar da Lora é o endereço do fígado com jiló, o petisco mais associado ao mercado. O Estado de Minas descreve a casa como a que “conquista os clientes com o famoso fígado com jiló e o ambiente descontraído”. O 360 Meridianos registra que quase todos os bares do Mercado Central servem o prato, mas a Lora é a referência. O bar também apareceu no ranking 100 Melhores Bares do Brasil da EXAME Casual em 2023, na 60ª posição, conforme o Diário do Comércio. Nos fins de semana o movimento aperta, e chegar antes do almoço ajuda a conseguir lugar no balcão.

Casa Cheia

Para uma refeição de prato, e não de petisco, o nome é o Casa Cheia, dentro do mesmo mercado. O Estado de Minas aponta o restaurante como “um dos mais recomendados” de cozinha mineira no Mercado Central e cita dois pratos: o Tropeiro e o Mineirinho Valente. É a escolha de quem chega com fome de almoço e quer provar a comida mineira de panela antes de voltar para os corredores atrás de queijo e doce.

Mercado Novo: Cozinha Tupis

A poucas quadras dali, o Mercado Novo ocupa a Avenida Olegário Maciel, 742, e funciona de segunda a sábado, das 7h à meia-noite, e no domingo das 7h às 18h, segundo o Estado de Minas. O prédio dos anos 1960 passou por revitalização a partir de 2018 e virou ponto de bar e restaurante.

A Cozinha Tupis, na loja 2161, foi uma das casas que puxaram essa virada. O guia Discovery, da organização do The World’s 50 Best Restaurants, descreve o restaurante como aberto em parceria com a Cervejaria Viela e comandado pelo chef Henrique Gilberto. O cardápio muda todo dia, conforme o que o mercado oferece. Costuma ter ensopados de cozimento lento e cortes de miúdos pouco usados, como orelha e pé de porco. O prato fixo para pedir com cerveja é o Xodó, bolinho de milho verde com molho béarnaise temperado com sálvia, queijo e furikake.

O mesmo guia estima a conta em cerca de US$ 25 por pessoa e informa almoço e jantar de terça a sábado, com domingo só no almoço. Os pedidos são chamados por megafone, e as mesas são poucas.

Centro: Pirex, na Praça Raul Soares

O Pirex fica no alto da Galeria São Vicente, com vista para a Praça Raul Soares, no hipercentro. Abriu em setembro de 2022 e trabalha com o que se chama em Minas de cozinha de estufa: petisco quente e frio servido em marmita de alumínio, segundo a Itatiaia. Em 2023, o bar ficou em 10º lugar no ranking 100 Melhores Bares do Brasil da EXAME Casual.

O guia de bares de Belo Horizonte do Travel, publicado em setembro de 2026, lista entre os petiscos o bolovo, o torresmo de barriga, a língua na cerveja preta e a empada de costela, com cerveja de garrafa, cachaça e batida para acompanhar. A conta média vai de R$ 40 a R$ 80 por pessoa, segundo o mesmo guia.

Savassi: Mascate

A Savassi concentra bar de coquetel e restaurante de conta mais alta, mas tem uma parada de petisco mineiro com preço de boteco. O Mascate, bar da marca Xeque Mate, reabriu a unidade da Savassi em maio de 2026, depois de seis meses de obra, segundo o Hoje em Dia. A casa, aberta em 2021 só para bebida e sem mesa, ganhou cardápio de cozinha.

Os preços publicados na reabertura: pastel de carne com jiló a R$ 28 a porção com seis, espetinho de frango a R$ 19 e os Bolinhos da Cida a R$ 30 com seis unidades, em sabores como feijoada e banana-da-terra com carne-seca. A Xeque Mate, bebida que virou símbolo do carnaval de BH, sai a R$ 16 a lata. O Travel calcula de R$ 40 a R$ 90 por pessoa e recomenda ir de quinta a sábado e ficar na área externa. As reportagens não trazem o número na rua; confira no perfil oficial do bar antes de ir.

Região Oeste: Us Motoca, campeão do Comida di Buteco 2026

O Comida di Buteco é o concurso que mais mexe com os botecos da cidade. Em 2026, a etapa local teve 127 bares, e o vencedor foi o Us Motoca, com o petisco Risoto Mineiro, segundo o Hoje em Dia. O prato é um risoto de canjica servido com crispy de alho-poró e chips de jiló. Foi o segundo título do bar, que já tinha vencido em 2023.

O Us Motoca fica na Rua Zircônio, 531, no bairro Camargos, e abre de terça a sábado, das 18h à meia-noite, conforme o cadastro no Telelistas. Começou como ponto de motociclistas e virou bar temático, com ambiente rústico e trilha de rock.

No mesmo pódio de 2026 ficaram o Dona Ju Gastro Bar, com o Coisa de Vó, e o Andrade’s Beer, com a Ossadinha Atolada, de pescoço de boi com mandioca e agrião.

Belvedere: Alter, o boteco do dono do Xapuri

No Belvedere, o Alter é o boteco aberto por Flávio Trombino, o chef do Xapuri, em reportagem da CNN Brasil de junho de 2026. O endereço é a Avenida José Maria Alkimim, 86.

O cardápio é de boteco mineiro com preço de bairro nobre. O fígado acebolado com jiló sai a R$ 48,90, o bolinho de mandioca com queijo a R$ 38,90 e as caldeiradas de moela e de língua a R$ 52,90. Há ainda chouriço por R$ 38,90 e linguiça por R$ 55,90. A dose de cachaça vai de R$ 18 a R$ 39, e o rabo de galo custa R$ 34,90. O bar abre de segunda a quinta, das 17h às 23h30; na sexta, a partir das 16h; e no sábado, a partir das 14h. Não abre no domingo.

Pampulha: Xapuri

Para fechar com almoço de fazenda, o Xapuri está na Rua Mandacaru, 260, no bairro Trevo, perto da Lagoa da Pampulha. A casa abriu em 1987 com Nelsa Trombino e hoje é comandada pelo filho, Flávio. O destaque, segundo o próprio chef em reportagem da Itatiaia de março de 2025, é a linguiça aberta caseira, receita de família. O cardápio tem petiscos, pratos individuais e para dividir, drinques e café da tarde.

O Xapuri funciona de terça a sábado, das 11h às 22h, e no domingo das 11h às 17h, ainda segundo a Itatiaia. Dá para emendar com a visita à Igreja de São Francisco de Assis, de Oscar Niemeyer, na orla da lagoa.

Como montar o roteiro

Quem tem um dia só pode começar pelo Mercado Central de manhã, almoçar no Casa Cheia ou na chapa do Bar da Lora e atravessar até o Mercado Novo no fim da tarde, quando os bares enchem. À noite, o Pirex fica perto, e a Savassi está a uma corrida curta. Com mais tempo, o domingo é da Pampulha e do Xapuri, e a noite de sexta ou sábado vale para o Us Motoca ou o Alter.

Os dois mercados ficam no Centro. O Mercado Central fecha às 18h todos os dias, então o fígado com jiló é programa de dia.

Ligue antes de sair. Horário de bar e restaurante muda sem aviso, cardápio de boteco troca com a estação e os preços citados são os das reportagens na data de publicação. O perfil oficial de cada casa no Instagram costuma ter a informação mais recente.

Fontes

Leia também