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Quem é o novo técnico da Seleção Brasileira

Carlo Ancelotti é o primeiro estrangeiro a comandar o Brasil desde os anos 1960, com uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol europeu

Bruno AndradeBruno Andradedo CityTudo

12 de maio de 2025 · 2 min de leitura

Carlo Ancelotti em coletiva de imprensa (Foto: Светлана Бекетова/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0)

O novo técnico da Seleção Brasileira é o italiano Carlo Ancelotti, anunciado pela CBF em 12 de maio de 2025. Aos 65 anos, ele assumiu o comando da equipe em 26 de maio e estreou em 6 de junho, contra o Equador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. É o primeiro treinador estrangeiro a comandar o Brasil desde a década de 1960.

Uma carreira sem igual no futebol europeu

Ancelotti chega à Seleção como o treinador mais vitorioso da história da Liga dos Campeões da UEFA, com cinco títulos conquistados à frente de Milan e Real Madrid. Passou ainda por Chelsea, Bayern de Munique, Paris Saint-Germain, Napoli e Everton, somando títulos nacionais em quatro países diferentes: Itália, Inglaterra, França e Espanha.

No Real Madrid, onde teve duas passagens, o italiano se tornou o técnico mais laureado do clube em títulos internacionais, incluindo três edições da Champions League. Antes de aceitar o convite da CBF, ele vinha justamente do comando do time merengue.

Por que a CBF escolheu um estrangeiro

A entidade vinha de uma sequência de trocas de comando desde a saída de Tite após a Copa do Catar, em 2022, incluindo a passagem de Dorival Júnior, demitido em março de 2025. A escolha por Ancelotti representou uma mudança de estratégia: em vez de buscar um nome do futebol nacional, a CBF apostou na experiência internacional e no currículo de gestão de elencos estrelados, características associadas ao estilo do italiano ao longo de sua carreira.

O momento da Seleção na chegada do italiano

Ancelotti assumiu o Brasil em um momento de reconstrução, depois de uma Copa do Mundo de 2022 encerrada nas quartas de final e de uma sequência de trocas no comando técnico que passou por Fernando Diniz, no formato interino, e por Dorival Júnior. A missão imediata era classificar o país para a Copa de 2026 pelas Eliminatórias sul-americanas e, ao mesmo tempo, começar a moldar um grupo competitivo o suficiente para brigar pelo hexacampeonato.

Diferente de antecessores mais recentes, o italiano chegou com a missão dupla de estabilizar resultados no curto prazo e, ao mesmo tempo, integrar novos nomes da base ao elenco principal, um equilíbrio que passou a ser testado a cada nova lista de convocados.

Contrato e renovação

O acordo inicial ia até a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Em maio de 2026, a CBF anunciou a renovação do contrato até 2030, garantindo ao treinador um ciclo completo à frente da equipe, incluindo a Copa América e as Eliminatórias seguintes.

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