Paraty em 3 dias: roteiro pela cidade que virou Patrimônio Mundial misto da Unesco em 2019
Centro histórico colonial, trilhas na Serra da Bocaina e reconhecimento como Cidade Criativa da Unesco pela gastronomia formam o roteiro da cidade
Rafael Monteirodo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, recebeu em 2019 o título de Patrimônio Mundial Misto da Unesco, sob o nome “Paraty e Ilha Grande: Cultura e Biodiversidade”. É um reconhecimento raro, que combina patrimônio cultural e natural na mesma titulação, cobrindo áreas como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu e o próprio centro histórico da cidade.
Dia 1: o centro histórico a pé
O primeiro dia é natural dedicar ao centro histórico, com suas ruas de pedra irregular, igrejas coloniais e casario preservado desde o período em que a cidade era um dos principais portos de escoamento de ouro rumo à Europa. Vale reservar calçado confortável, já que boa parte do charme do centro está justamente em caminhar sem pressa pelas ruas, sem carro.
Dia 2: natureza na Serra da Bocaina
O segundo dia pode ser dedicado à parte natural do título da Unesco: trilhas na Serra da Bocaina, incluindo trechos do histórico Caminho do Ouro, rota usada no período colonial para o transporte do ouro extraído em Minas Gerais até o litoral. A região reúne parte significativa da biodiversidade que justificou o reconhecimento internacional da cidade.
Dia 3: gastronomia reconhecida pela Unesco
Paraty também integra a Rede de Cidades Criativas da Unesco na categoria gastronomia, o que reforça a cultura culinária local como parte da identidade da cidade, resultado do intercâmbio entre culturas indígena, africana e caiçara na região. O terceiro dia é uma boa oportunidade para explorar restaurantes e a cultura caiçara com mais calma, sem a pressa de quem está de passagem.
Ilha Grande, vizinha no mesmo título da Unesco
Como o reconhecimento da Unesco é compartilhado entre Paraty e a Ilha Grande, quem tiver mais dias disponíveis pode considerar estender o roteiro até lá, já que as duas áreas formam, oficialmente, um único sítio de patrimônio misto.
Comunidades tradicionais fazem parte da experiência
A região de Paraty também é marcada pela presença de comunidades caiçaras, indígenas e quilombolas, cuja cultura está diretamente ligada ao reconhecimento da Unesco. Vale considerar passeios e vivências que incluam essas comunidades como parte do roteiro, não apenas o centro histórico e a natureza.


