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Ouro Preto em um dia: roteiro pela primeira cidade brasileira tombada pela Unesco

Fundada em 1698, a cidade foi o primeiro sítio do Brasil a virar Patrimônio Mundial, em 1980; veja como aproveitar mesmo com pouco tempo

Rafael MonteiroRafael Monteirodo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Vista do centro histórico de Ouro Preto, com igrejas e casario colonial

Ouro Preto foi fundada em 1698, no auge do ciclo do ouro em Minas Gerais, e foi o primeiro sítio brasileiro a receber o título de Patrimônio Mundial da Unesco, em 1980. Antes disso, já era reconhecida como patrimônio estadual desde 1933 e monumento nacional desde 1938. O centro histórico preserva esse período quase intacto, o que torna a cidade um dos destinos de turismo histórico mais visitados de Minas Gerais.

Ladeiras de pedra exigem calçado adequado

A primeira coisa a saber sobre Ouro Preto é bem prática: a cidade é construída sobre ladeiras de pedra irregular, muitas bastante íngremes. Calçado fechado e confortável não é sugestão, é praticamente obrigatório para caminhar pelo centro histórico sem sofrer, especialmente em dias de chuva, quando a pedra fica escorregadia.

As igrejas barrocas são o principal atrativo

O acervo de igrejas barrocas e rococó é o que sustenta o título da Unesco: a cidade concentra obras ligadas ao entalhador Aleijadinho e ao pintor Mestre Ataíde, espalhadas por diferentes igrejas do centro. Como cada igreja tem horário de funcionamento próprio e nem sempre abre todos os dias da semana, vale checar o funcionamento antes de montar o roteiro, para não perder as principais.

Museus contam a história do ciclo do ouro

Além das igrejas, Ouro Preto tem museus dedicados à mineração e à história política de Minas Gerais, incluindo espaços ligados à Inconfidência Mineira, movimento que teve a cidade como palco central no fim do século 18. Para quem gosta de história, esses museus ajudam a entender o contexto por trás das igrejas e do próprio traçado urbano.

Gastronomia mineira nos arredores da praça central

Na região central, restaurantes servem comida mineira tradicional, com pratos como tutu de feijão, torresmo e frango com quiabo, geralmente em porções fartas pensadas para dividir. É uma boa pausa no meio do roteiro, já que subir e descer as ladeiras da cidade consome bem mais energia do que uma caminhada plana.

Dá para conhecer o essencial em um dia, mas dois rende mais

É possível ver os principais pontos do centro histórico em um único dia, mas quem tem dois dias disponíveis consegue incluir também um passeio até Mariana, cidade vizinha e também histórica, ou visitar minas de ouro abertas à visitação na região, que complementam o entendimento sobre o período que deu origem à cidade.

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