O que é a trend do anime que tomou conta das redes em 2025
Usuários usaram inteligência artificial para transformar fotos reais em desenhos no estilo dos animes japoneses, com direito a onda de famosos aderindo
Bianca Ferrazdo CityTudo2 de abril de 2025 · 2 min de leitura

A trend do anime é o nome dado à onda viral de março e abril de 2025 em que usuários transformaram fotos reais em ilustrações no estilo de animações japonesas, usando inteligência artificial. O gatilho foi uma atualização do ChatGPT, que passou a gerar imagens com o modelo GPT-4o, incluindo um estilo fortemente inspirado no traço do Studio Ghibli, os estúdios por trás de filmes como “A Viagem de Chihiro” e “Meu Amigo Totoro”.
Como a trend funciona
Para participar, basta enviar uma foto ao ChatGPT (ou a outros aplicativos de edição com IA) e pedir que ela seja transformada em uma versão anime, no estilo Ghibli ou de outro anime à escolha. Em poucos segundos, a inteligência artificial devolve uma versão estilizada da imagem original, com traços suavizados, cores vivas e a estética característica dos desenhos japoneses.
O recurso ficou tão popular que Sam Altman, presidente-executivo da OpenAI, dona do ChatGPT, afirmou que a empresa registrou 1 milhão de novos usuários em uma hora nos dias de pico da trend, segundo reportagem da Reuters.
Famosos entraram na onda
A trend rapidamente passou dos perfis anônimos para os famosos. Anitta, Luísa Sonza, Whindersson Nunes e ex-participantes de reality show como Flay e Gyselle Soares publicaram suas versões em anime nas redes sociais, o que ajudou a espalhar ainda mais o fenômeno pelo Brasil.
A polêmica por trás da trend
Nem tudo foram elogios. A trend também gerou debate sobre os limites do uso de inteligência artificial para imitar estilos artísticos específicos, especialmente o do Studio Ghibli, historicamente associado ao trabalho autoral e minucioso do diretor Hayao Miyazaki, crítico declarado do uso de IA na animação. Parte da discussão girou em torno do que alguns chamaram de “colonialismo digital”, questionando se empresas de tecnologia deveriam lucrar replicando estéticas culturais específicas sem envolvimento dos criadores originais.
Ainda assim, a trend seguiu firme nas redes por semanas, e se tornou um dos temas mais buscados no Brasil em 2025.


