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Rock in Rio 2026: os shows que a crítica elegeu e os que reprovou

O festival terminou no domingo com 700 mil pessoas em sete dias e R$ 3,36 bilhões movimentados; comparamos as listas de melhores e piores publicadas por veículos diferentes para ver onde elas batem e onde discordam

Bianca FerrazBianca Ferrazassinatura editorial do CityTudo

14 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Público de braços erguidos diante do palco do Rock in Rio, sob chuva de confete vermelho

O Rock in Rio 2026 acabou no domingo (13), e a essa altura já saiu de tudo: lista de melhores, lista de piores, ranking de decepção. O problema das listas é que cada uma é de um crítico. Então fizemos outra coisa: pegamos as avaliações publicadas por veículos diferentes e olhamos onde elas se repetem. O que aparece em mais de uma lista deixa de ser gosto pessoal e vira consenso.

O festival em números

700 milpessoas em sete dias de festival
R$ 3,36 bide impacto econômico, segundo a organização
120+atrações nos palcos da Cidade do Rock
49%do público veio de fora do estado do Rio
89países representados na plateia
33,9 milempregos diretos e indiretos gerados

Os dados são do balanço apresentado pela organização na coletiva de encerramento, divulgado no domingo junto com a confirmação da próxima edição. Ainda entram na conta 30 mil pessoas credenciadas para trabalhar, 180 mil hambúrgueres e 75 mil litros de café vendidos.

As duas listas, lado a lado

Veículo Elegeu como melhores Reprovou
Exame Elton John, Stray Kids, Hwasa, João Gomes, Bring Me The Horizon, Zara Larsson Luísa Sonza, mgk, Maroon 5, Calvin Harris
Super Rádio Tupi Elton John, Bring Me The Horizon, Foo Fighters, Stray Kids, Pedro Sampaio mgk, Nelly, Hot Milk, Luísa Sonza

Três nomes aparecem nas duas colunas de melhores. Dois se repetem nas de piores. É aí que mora o consenso.

Os três que passaram nas duas peneiras

  1. Elton John. Na lista da Exame, assinada por Giulia Polizeli, ele abre os melhores por ter voltado ao Brasil depois de 11 anos com “um set repleto de hits e músicas românticas”, passando por “Bennie and the Jets” e “I’m Still Standing”. A Super Rádio Tupi destaca o mesmo show e registra que, aos 79 anos, ele virou o headliner mais velho da história do festival.

O cantor Elton John ao microfone, de óculos e blazer claro, durante evento nos Estados Unidos Elton John tinha anunciado aposentadoria das grandes turnês e voltou atrás para vir ao Rio (Foto: Shawn Miller/Library of Congress, domínio público)

  1. Stray Kids. A estreia do K-pop no Palco Mundo era o risco mais comentado da programação e virou elogio nos dois textos. A Exame fala em “coreografias impecáveis” e trata a aposta como acerto histórico; a Tupi aponta a conexão com os fãs como o ponto alto da noite.

Os oito integrantes do grupo Stray Kids posando lado a lado durante compromisso público Os Stray Kids levaram o K-pop ao Palco Mundo pela primeira vez na história do festival (Foto: Wikimedia Commons, CC BY 3.0)

  1. Bring Me The Horizon. Aparece nas duas listas pela reação da plateia, com rodinhas e sinalizadores no gramado, segundo a Exame, e como “um dos shows mais intensos” na avaliação da Tupi.

Oli Sykes, vocalista do Bring Me The Horizon, canta ao microfone cercado pelo público Oli Sykes, do Bring Me The Horizon, em show do grupo na Europa (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

Os dois que apanharam dos dois lados

  1. mgk. Segundo a Exame, ele foi “hostilizado pelo público” e “teve que parar a performance ainda no começo”. A Tupi conta a mesma cena: plateia dividida, vaias e interrupção para responder à reação.

O rapper e guitarrista mgk, Machine Gun Kelly, tocando guitarra rosa em cima do palco mgk em festival na Alemanha: no Rio, parou o show para responder às vaias (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)

  1. Luísa Sonza. Nos dois casos o problema começou na técnica. A Exame diz que “o som estourado escondeu a voz de Luísa” e registra o menor público da cantora no festival. A Tupi cita o mesmo problema de som e a mesma plateia esvaziada.

A cantora Luísa Sonza tocando guitarra e cantando ao microfone Luísa Sonza: som estourado e o menor público dela no festival, segundo as duas avaliações (Foto: Wikimedia Commons, CC BY 3.0)

Onde as listas discordaram

  • A Exame ainda elegeu Hwasa, chamada de “popstar desbravadora”, João Gomes, que “transformou o palco em Carnaval”, e Zara Larsson, com “um setlist redonda”.
  • A Tupi preferiu Foo Fighters, pela homenagem a Taylor Hawkins, e Pedro Sampaio, pelo tamanho da plateia que puxou.
  • Do lado ruim, a Exame apontou Maroon 5, por um show “repetitivo e ultrapassado”, e Calvin Harris, que “precisa inovar um pouco mais”. A Tupi preferiu citar Nelly, por falta de elaboração no repertório, e Hot Milk, que não conseguiu resposta do público.

O clima também cobrou seu preço: a edição teve calor fora de época e chuva constante ao longo dos sete dias.

O que já tinha rendido assunto antes do balanço

Não foi só música. O Capital Inicial cobrou o STF em cima do palco, o Black Eyed Peas fechou o Palco Mundo sem Fergie, Elton John voltou atrás na aposentadoria para vir e Ivete Sangalo abriu o último dia debaixo de chuva com a família na plateia, no mesmo palco onde anunciou a gravidez das gêmeas em 2017.

A próxima é em 2028

Ainda na coletiva de encerramento, a organização confirmou a próxima edição para setembro de 2028 e anunciou uma corrida de rua pelo Rio com chegada na Cidade do Rock. Ou seja: dá tempo de sobra para discutir quem mereceu estar em qual lista.

Fontes

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