Rock in Rio 2026: os shows que a crítica elegeu e os que reprovou
O festival terminou no domingo com 700 mil pessoas em sete dias e R$ 3,36 bilhões movimentados; comparamos as listas de melhores e piores publicadas por veículos diferentes para ver onde elas batem e onde discordam
Bianca Ferrazassinatura editorial do CityTudo14 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

O Rock in Rio 2026 acabou no domingo (13), e a essa altura já saiu de tudo: lista de melhores, lista de piores, ranking de decepção. O problema das listas é que cada uma é de um crítico. Então fizemos outra coisa: pegamos as avaliações publicadas por veículos diferentes e olhamos onde elas se repetem. O que aparece em mais de uma lista deixa de ser gosto pessoal e vira consenso.
O festival em números
Os dados são do balanço apresentado pela organização na coletiva de encerramento, divulgado no domingo junto com a confirmação da próxima edição. Ainda entram na conta 30 mil pessoas credenciadas para trabalhar, 180 mil hambúrgueres e 75 mil litros de café vendidos.
As duas listas, lado a lado
| Veículo | Elegeu como melhores | Reprovou |
|---|---|---|
| Exame | Elton John, Stray Kids, Hwasa, João Gomes, Bring Me The Horizon, Zara Larsson | Luísa Sonza, mgk, Maroon 5, Calvin Harris |
| Super Rádio Tupi | Elton John, Bring Me The Horizon, Foo Fighters, Stray Kids, Pedro Sampaio | mgk, Nelly, Hot Milk, Luísa Sonza |
Três nomes aparecem nas duas colunas de melhores. Dois se repetem nas de piores. É aí que mora o consenso.
Os três que passaram nas duas peneiras
- Elton John. Na lista da Exame, assinada por Giulia Polizeli, ele abre os melhores por ter voltado ao Brasil depois de 11 anos com “um set repleto de hits e músicas românticas”, passando por “Bennie and the Jets” e “I’m Still Standing”. A Super Rádio Tupi destaca o mesmo show e registra que, aos 79 anos, ele virou o headliner mais velho da história do festival.
Elton John tinha anunciado aposentadoria das grandes turnês e voltou atrás para vir ao Rio (Foto: Shawn Miller/Library of Congress, domínio público)
- Stray Kids. A estreia do K-pop no Palco Mundo era o risco mais comentado da programação e virou elogio nos dois textos. A Exame fala em “coreografias impecáveis” e trata a aposta como acerto histórico; a Tupi aponta a conexão com os fãs como o ponto alto da noite.
Os Stray Kids levaram o K-pop ao Palco Mundo pela primeira vez na história do festival (Foto: Wikimedia Commons, CC BY 3.0)
- Bring Me The Horizon. Aparece nas duas listas pela reação da plateia, com rodinhas e sinalizadores no gramado, segundo a Exame, e como “um dos shows mais intensos” na avaliação da Tupi.
Oli Sykes, do Bring Me The Horizon, em show do grupo na Europa (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)
Os dois que apanharam dos dois lados
- mgk. Segundo a Exame, ele foi “hostilizado pelo público” e “teve que parar a performance ainda no começo”. A Tupi conta a mesma cena: plateia dividida, vaias e interrupção para responder à reação.
mgk em festival na Alemanha: no Rio, parou o show para responder às vaias (Foto: Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0)
- Luísa Sonza. Nos dois casos o problema começou na técnica. A Exame diz que “o som estourado escondeu a voz de Luísa” e registra o menor público da cantora no festival. A Tupi cita o mesmo problema de som e a mesma plateia esvaziada.
Luísa Sonza: som estourado e o menor público dela no festival, segundo as duas avaliações (Foto: Wikimedia Commons, CC BY 3.0)
Onde as listas discordaram
- A Exame ainda elegeu Hwasa, chamada de “popstar desbravadora”, João Gomes, que “transformou o palco em Carnaval”, e Zara Larsson, com “um setlist redonda”.
- A Tupi preferiu Foo Fighters, pela homenagem a Taylor Hawkins, e Pedro Sampaio, pelo tamanho da plateia que puxou.
- Do lado ruim, a Exame apontou Maroon 5, por um show “repetitivo e ultrapassado”, e Calvin Harris, que “precisa inovar um pouco mais”. A Tupi preferiu citar Nelly, por falta de elaboração no repertório, e Hot Milk, que não conseguiu resposta do público.
O clima também cobrou seu preço: a edição teve calor fora de época e chuva constante ao longo dos sete dias.
O que já tinha rendido assunto antes do balanço
Não foi só música. O Capital Inicial cobrou o STF em cima do palco, o Black Eyed Peas fechou o Palco Mundo sem Fergie, Elton John voltou atrás na aposentadoria para vir e Ivete Sangalo abriu o último dia debaixo de chuva com a família na plateia, no mesmo palco onde anunciou a gravidez das gêmeas em 2017.
A próxima é em 2028
Ainda na coletiva de encerramento, a organização confirmou a próxima edição para setembro de 2028 e anunciou uma corrida de rua pelo Rio com chegada na Cidade do Rock. Ou seja: dá tempo de sobra para discutir quem mereceu estar em qual lista.


