Funk vira potência de mercado: MC IG lidera aposta na exportação do gênero
Empresário e artista comanda a Gringos World e a Blessed Boss, selos que já colocaram um funkeiro brasileiro em contrato de US$ 4 milhões com distribuidora dos EUA
Bianca Ferrazdo CityTudo19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

O funk brasileiro deixou de ser apenas um movimento cultural periférico para disputar cifras milionárias e espaço com outros gêneros dominantes da indústria fonográfica, segundo reportagem do NaTelinha publicada em 13 de agosto de 2026. Um dos rostos desse movimento é Guilherme Sérgio Ramos de Souza, o MC IG, que além de artista atua na gestão de novos talentos e na internacionalização do ritmo.
Contrato de US$ 4 milhões com a Vydia
O acordo que evidenciou essa mudança envolve MC Lele JP, artista gerido por IG: o funkeiro se tornou o primeiro brasileiro a assinar com a distribuidora norte-americana Vydia, em contrato avaliado em US$ 4 milhões (cerca de R$ 22 milhões na cotação da época), colocando o artista em um catálogo que inclui nomes como Snoop Dogg, Post Malone, Rick Ross e Usher. Lele JP acumula quase 1 bilhão de reproduções no Spotify, atinge 15 milhões de ouvintes mensais e figura no Top 4 da plataforma no Brasil.
“Sempre enxerguei o artista como uma marca”
Gringos World e Blessed Boss
Pra centralizar as operações, IG comanda a Gringos World, produtora fundada em 2021 que hoje gerencia nomes como Nego Micha, Neguinho PRT, DJ TC, DJ Hyago, Menor Wil e JV MC, além da Blessed Boss, braço criado especificamente pra conectar o mercado brasileiro ao global. A Blessed Boss também fechou parceria com o cantor holandês Jmani, marco de um fluxo de mão dupla com artistas estrangeiros.
“Queremos levar a cultura do funk pra fora”
Fontes
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