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Bianca Andrade recebe alta após infecção que evoluiu da bexiga ao rim; entenda os riscos

Boca Rosa foi internada após bactéria migrar de uma infecção urinária até o rim; nefrologista explica sinais de alerta e quando procurar atendimento

Bianca FerrazBianca Ferrazdo CityTudo

19 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Pessoa em ambiente de trabalho, imagem ilustrativa

Bianca Andrade, a Boca Rosa, recebeu alta hospitalar nesta terça-feira, dia 18 de agosto, após passar alguns dias internada por conta de uma infecção. A influenciadora contou que a bactéria teria chegado à bexiga e, posteriormente, ao rim, o que exigiu cuidados médicos.

Como uma infecção urinária chega aos rins

O caso levantou dúvidas sobre como uma infecção que começa de forma simples pode evoluir. Segundo a Dra. Daphnne Camaroske Lopes, nefrologista da Fenix Nefrologia, ouvida pelo OFuxico, a maioria das infecções urinárias começa na uretra ou na bexiga, geralmente provocadas por bactérias que fazem parte da própria flora intestinal. Em algumas situações, esses microrganismos conseguem subir pelos ureteres até chegar aos rins, provocando uma infecção chamada pielonefrite, como no caso da influenciadora.

Os riscos de uma infecção no tecido renal

A proximidade entre o foco infeccioso e a circulação sanguínea é o que torna esse quadro mais preocupante. “Quando existe uma infecção no tecido renal, existe uma proximidade muito grande entre o foco infeccioso e a circulação sanguínea. Isso aumenta o risco de a bactéria ou seus produtos alcançarem o sangue e desencadearem uma infecção sistêmica, podendo evoluir para sepse”, explicou a nefrologista.

Quais sintomas exigem atenção imediata

Diferenciar uma cistite comum de uma infecção mais grave nos rins é um passo importante. Enquanto a cistite costuma causar ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e desconforto abdominal, uma infecção nos rins pode trazer febre, calafrios, dor lombar, náuseas, vômitos e mal-estar mais intenso. Segundo a médica, “febre alta com calafrios, dor lombar intensa, vômitos persistentes, confusão mental, queda da pressão, redução importante da urina ou piora rápida do estado geral são sinais de alerta que exigem avaliação imediata”.

Por que não tratar por conta própria

O uso inadequado de antibióticos sem orientação médica é outro risco apontado pela especialista. “Pode selecionar bactérias resistentes, dificultar o tratamento e mascarar temporariamente os sintomas. Infecção urinária não deve ser banalizada nem tratada com antibiótico por conta própria”, afirmou a nefrologista, reforçando que uma infecção localizada na bexiga pode subir para os rins e, dali, alcançar a circulação sanguínea se não for tratada adequadamente.

Grupos de maior risco e prevenção

Segundo a médica, pessoas com diabetes, doença renal, imunossupressão ou obstrução urinária causada por cálculos, além de idosos e pacientes que usam sondas, têm maior risco de complicações. Entre os cuidados de prevenção recomendados estão manter boa hidratação, evitar segurar a urina por períodos prolongados e tratar adequadamente condições que favorecem infecções recorrentes.

Bianca Andrade não detalhou publicamente há quanto tempo estava internada, mas confirmou a alta em suas redes sociais nesta terça-feira.

Fontes

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