Morre o jornalista Carlos Monforte, um dos primeiros âncoras da TV brasileira, aos 77 anos
Pioneiro do "link ao vivo" e primeiro apresentador do "Bom Dia Brasil", ele trabalhou mais de 30 anos na TV Globo; causa da morte ainda não foi divulgada
Bianca Ferrazdo CityTudo31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Morreu aos 77 anos o jornalista Carlos Monforte, considerado um dos primeiros âncoras do telejornalismo brasileiro. A morte foi divulgada pela GloboNews nesta segunda-feira (31), e a causa ainda não foi revelada.
Mais de 30 anos de TV Globo
Ao longo da carreira, Monforte passou por vários veículos de notícia, mas consolidou sua trajetória na TV Globo, onde trabalhou por mais de 30 anos. Natural de Santos, no litoral de São Paulo, ele entrou na emissora em 1978 como repórter local em São Paulo, período em que passou a usar uma novidade da época, as Unidades Móveis, saindo para fazer várias matérias por dia. “Era o começo do link, de matérias ao vivo”, lembrou o próprio Monforte em depoimento ao Memória Globo, projeto de acervo histórico da emissora.
O primeiro apresentador do “Bom Dia Brasil”
Na Globo, ele se tornou editor de política do Jornal da Globo, depois editor e apresentador do Bom Dia São Paulo, até se tornar o primeiro editor-chefe e apresentador do Bom Dia Brasil, que estreou em 1983. Monforte ficou à frente do telejornal matutino por nove anos.
Uma passagem pela CNI e o retorno à Globo
Em 1992, ele deixou a Globo para montar o departamento de Comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde ficou por dois anos, antes de voltar à emissora como repórter especial do Jornal da Globo em Brasília. Nos anos seguintes, também atuou como âncora em Brasília no Bom Dia Brasil, passou pelo Jornal Hoje e trabalhou na GloboNews, deixando a emissora em 2016.
Formação e início de carreira
Carlos Américo Aguiar Monforte estudou jornalismo na Faculdade de Comunicação de Santos e, antes da Globo, trabalhou no jornal A Tribuna, no O Estado de S. Paulo e como assessor de comunicação da Secretaria de Obras do Estado de São Paulo. Ele também fez cursos de aperfeiçoamento no exterior, na Universidade de Navarra, na Espanha, em 1973, e na Fundação Beauve Marie, na França, entre 1975 e 1976.


